segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O próximo encontro.

Eu te esperaria lendo uma poesia... Até você chegar, sentar ao meu lado, me abraçar, me envolver e eu suspiraria um suspiro que pode se traduzir como: que-bom-te-ter. Iríamos pro seu apartamento e eu diria que você mudou a cama de lado e esqueceu que eu gosto da parede, e foi por isso que você dormiu mal na última noite porque não estávamos no lado em que nos encaixávamos perfeitamente. Então eu abriria mão do lado da parede com a condição que você não me largasse a noite toda. Eu contaria tantas coisas, como sempre conto e você escutaria pacientemente. Quando fosse tua vez de contar algo eu certamente te beijaria no meio de alguma (leia-se: várias) frase. Quando tudo ficasse em silêncio eu diria gosto-muito-de-você, ou quem sabe depois de um beijo eu olhasse bem nos teus olhos e diria eu-adoro-você, qualquer uma das situações seriam propícias. Quem sabe você responderia também-gosto-de-você ou talvez sorriria ou me abraçaria mais forte. Em algum momento da noite talvez eu risse sem motivo e você perguntaria porque, aí eu contaria a primeira história engraçada que me viesse na cabeça pra não ter que admitir que eu estava rindo da minha situação rídicula de menina-meio-que-apaixonada. Depois eu admitiria pra mim mesma que rídiculos são os que não admitem esse sentimento. Ao mesmo tempo que diversos pensamentos gostosos e bobos passariam pela minha mente eu estaria passando a mão no seu cabelo e, de repente, dormiria escutando sua respiração. Sei bem que eu acordaria várias vezes no meio da noite só pra te observar. Quando o dia começasse a clarear eu tentaria dormir menos pra aproveitar os últimos momentos contigo, aí eu me moveria na cama pra você acordar de alguma forma e me abraçar mais forte. Depois, ouviria teu celular despertanto e pediria pra você ficar mais um pouco na cama. Você me beijaria e diria preciso levantar. Nos arrumaríamos e na próxima esquina aconteceria a separação. Com a separação eu começaria a imaginar o próximo encontro.

2 comentários:

  1. O amor, afinal, é feito disso mesmo, do desejo incontrolável de que esses pequenos ciclos se repitam infinitamente.
    Lindo texto.

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