domingo, 23 de maio de 2010

O menino que mergulha nos meus pensamentos


"Aquele menino trazia na testa a marca inconfundível: pertencia àquela espécie de gente que mergulha nas coisas às vezes sem saber por quê, não sei se na esperança de decifrá-las ou se apenas pelo prazer de mergulhar."

(Caio F.)



quarta-feira, 19 de maio de 2010



Querido diário, o blog é mais moderno.



segunda-feira, 17 de maio de 2010

Peço licença para dormir

Estou cansada...

Cansada de esperar,
de tentar,

de não conseguir chorar para aliviar;

Cansei do jornal,
da novela,

do romance que não existe;


Precisodeumtempodomundo,
masnãoseisersozinha.

Cansei de ser...

Previsivelmente
Inexplicavelmente

Só tua.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

"Vou morrer de saudades. Não, não vá embora."


Já o deixei no portão tantas vezes, tantas vezes nos despedimos, mas ele sempre voltou. Às vezes passava meses sem ele voltar. A gente se esbarrava por aí, mas não se engane, não eram encontros, eram desencontros. Eu sabia quando ele ia voltar e ele sabia quando tinha que voltar. Então ele aparecia vestido com aquele sorriso que é só meu (ele tem vários sorrisos) e com aquele olhar que me devora, sem ao menos ter devorado, se é que me entendes. O corpo quente em meu domínio, todo entregue, todo manipulável. Toda a arrogância e o machismo caem por terra, quer dizer, caem nas minhas mãos. A meia no pé para não ser dominado por inteiro. Tudo se enrola em sentimentos, pensamentos e atitudes enroladas. Um rolo. É coisa de pele, e só. Com ele eu não tenho medo. Dele eu não tenho medo. Eu tenho medo é da partida. Sim, eu sei que eu falei que ele sempre volta. O meu medo é do partir diferente que vai acontecer. Esse partir tem um tempo indeterminado (apesar dele dizer que é determinado), e não ocorrerão (des)encontros. Ele vai voltar. O que eu não sei é se o "meu ele" volta junto. Eu não sei se um dia a gente volta a se encontrar ou se serão apenas desencontros. Sofro antecipadamente um sofrer duradouro, quem sabe, infinito.

Volta?


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que...

...Falas! Ah, as palavras! Quantos problemas nos trazem e de tantos outros nos livra. São tantos sentimentos banalizados em frases clichês. Hoje eu aprecio é o silêncio. Ah, o silêncio! Quantas coisas tu me falas sem sequer sair som algum. São tantas coisas que não precisam ser ditas, que não precisam ser ouvidas. Então se cale. E enfim, escute o que não precisa ser dito.


(O meu silêncio, acredite, se revela em palavras)


"Porque era ela. Porque era eu."


Todos os dias me defronto com a outra - a desgraçada insiste em me arrasar. Coloco uma roupa e vou até o espelho, a maldita está lá me zombando: "Vai trocar de roupa sua rídicula". Lá vou eu, troco, destroco, retoco, reboco, e não me desentorto. Tortamente errada obrigo a me aceitar. Finjo que a ignoro. Mas ela sempre volta. Ela sempre está lá. A outra. Eu não quero ser a outra.