Todos os dias me defronto com a outra - a desgraçada insiste em me arrasar. Coloco uma roupa e vou até o espelho, a maldita está lá me zombando: "Vai trocar de roupa sua rídicula". Lá vou eu, troco, destroco, retoco, reboco, e não me desentorto. Tortamente errada obrigo a me aceitar. Finjo que a ignoro. Mas ela sempre volta. Ela sempre está lá. A outra. Eu não quero ser a outra.
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