segunda-feira, 4 de outubro de 2010
O próximo encontro.
Eu te esperaria lendo uma poesia... Até você chegar, sentar ao meu lado, me abraçar, me envolver e eu suspiraria um suspiro que pode se traduzir como: que-bom-te-ter. Iríamos pro seu apartamento e eu diria que você mudou a cama de lado e esqueceu que eu gosto da parede, e foi por isso que você dormiu mal na última noite porque não estávamos no lado em que nos encaixávamos perfeitamente. Então eu abriria mão do lado da parede com a condição que você não me largasse a noite toda. Eu contaria tantas coisas, como sempre conto e você escutaria pacientemente. Quando fosse tua vez de contar algo eu certamente te beijaria no meio de alguma (leia-se: várias) frase. Quando tudo ficasse em silêncio eu diria gosto-muito-de-você, ou quem sabe depois de um beijo eu olhasse bem nos teus olhos e diria eu-adoro-você, qualquer uma das situações seriam propícias. Quem sabe você responderia também-gosto-de-você ou talvez sorriria ou me abraçaria mais forte. Em algum momento da noite talvez eu risse sem motivo e você perguntaria porque, aí eu contaria a primeira história engraçada que me viesse na cabeça pra não ter que admitir que eu estava rindo da minha situação rídicula de menina-meio-que-apaixonada. Depois eu admitiria pra mim mesma que rídiculos são os que não admitem esse sentimento. Ao mesmo tempo que diversos pensamentos gostosos e bobos passariam pela minha mente eu estaria passando a mão no seu cabelo e, de repente, dormiria escutando sua respiração. Sei bem que eu acordaria várias vezes no meio da noite só pra te observar. Quando o dia começasse a clarear eu tentaria dormir menos pra aproveitar os últimos momentos contigo, aí eu me moveria na cama pra você acordar de alguma forma e me abraçar mais forte. Depois, ouviria teu celular despertanto e pediria pra você ficar mais um pouco na cama. Você me beijaria e diria preciso levantar. Nos arrumaríamos e na próxima esquina aconteceria a separação. Com a separação eu começaria a imaginar o próximo encontro.
domingo, 3 de outubro de 2010
Setembro que não foi setembro.
Setembro virou agosto e agora que acabou eu precisei admitir isso. Setembro não foi o mês das coisas bonitinhas, das borboletinhas bobinhas e do céu azul que eu perguntava quem tinha pintado daquele jeito. Setembro foi uma tempestade absurda que eu tive que me entregar. Nessa ventania carregada de pingos grossos vieram traições, amores enterrados e desgostos que deviam ter acontecido em agosto. Eu diria pro Nando Reis que eu reparei que o mundo estava ao contrário, mas não quis admitir. Mentiras foram gritadas aos quatro cantos que compõe salas e aos quatro ventos. Pessoas se calaram com lágrimas porque responder a altura era politicamente inaceitável quando se agredia pessoas. Comunicação e Expressão, com agressão. Pra quê?
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