Todos os dias eu tenho que levar minha irmã para a escola e isso me traz algumas lembranças. Quando eu chego no portão, vejo muitos pais deixando seus filhos e lembro quando eu era menor e meus pais se separaram... Foi difícil segurar o choro, o desespero e o medo. Eu acabei ficando sob a guarda da minha mãe, mas continuava vendo meu pai todos os dias, pois estávamos perto um do outro. Até que um dia eu mudei de cidade. Hoje, pelos lugares que eu passo e para onde eu olho, lembro do meu pai e sinto uma saudade enorme que só ameniza nas férias de dezembro quando o encontro. E, assim, se repetem todos os meus anos. Eu aqui, ele do lado de lá e uma saudade, do tamanho da distância que nos separa e do tempo que demoramos em nos ver, que toma conta de mim e dele. Mas eu sei que ele está lá me esperando e isso que me dá forças para seguir, todos os dias.
Por: Ariana e Gabriela.
(Trabalho de português da minha sobrinha que está na oitava série. Consistia em escrever uma crônica sobre algo que acontece no seu dia-a-dia que marca sua vida. Eu e ela escrevemos juntas. Eu a amo.)
Nenhum comentário:
Postar um comentário